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domingo, 4 de setembro de 2011
Pressão arterial: crie hábitos para mantê-la na média
Emagrecimento repentino pode ser início de doenças graves
Os especialistas alertam: todo mundo quer um corpo perfeito, mas algumas pessoas desconhecem como fazer para alcançá-lo de maneira saudável. Isso porque a perda de peso também pode ser induzida por meio de dietas restritivas, que acabam comprometendo a saúde. Algumas das consequências que este emagrecimento súbito traz para o corpo são a amenorreia (ausência de menstruação), desbalanceamento hormonal, enfraquecimento de unha e cabelo, alterações do humor e do sono, mudança na cor da pele, queda da imunidade, entre outros. O baixo peso representa um grande perigo para todos, mas entre as mulheres, gênero no qual ele é mais comum, ele pode comprometer seriamente a fertilidade, porque os hormônios sexuais são derivados da gordura, do colesterol.
A idade também acaba influenciando a perda de peso. Autoridades de saúde lembram que, com o avanço dos anos, torna-se mais difícil perder peso espontaneamente, o que faz com que as atenções dobrem em caso de emagrecimento severo. Por outro lado, os distúrbios de autoimagem, como anorexia nervosa e bulimia, tendem a afetar os indivíduos mais jovens. Nestes casos, a perda de peso extrema leva ao risco de morte por falha no funcionamento de alguns órgãos, visto que suas necessidades não são supridas.
Ao perder muito peso em um curto período de tempo, é preciso investigar a causa do emagrecimento. A melhor maneira é procurando um médico para a realização de exames que apontarão a causa do baixo peso. Também é interessante procurar um nutricionista para uma reeducação alimentar visando ao aumento da massa corporal. No caso dos transtornos alimentares, como bulimia e anorexia nervosa, ainda é indicado o acompanhamento terapêutico.
O estresse e a ansiedade também podem afetar a perda de peso, sendo indicadores de que o corpo está seguindo um caminho ruim. Terapias complementares, como acupuntura, florais, fitoterapia, cromoterapia, massagem holística, entre outras, podem minimizar o problema.
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
O que arranha a garganta
Vírus e bactérias são vistos como culpados sempre que surge uma dor dentro do pescoço — e a incriminação muitas vezes é justa. Mas há casos em que esses suspeitos são erroneamente acusados, encobrindo ameaças perigosas
por THEO RUPRECHT • design FRED SCORZZO e ANA PAULA MEGDA • fotos OMAR PAIX
Ar seco e variações de temperatura anunciam a fase das estações mais áridas, que começam no outono e se encerram no inverno. Tais condições climáticas, por aumentarem o risco de uma falha das barreiras protetoras do organismo, também criam o contexto ideal para um crime cometido por micro-organismos: a invasão desautorizada da faringe, da laringe ou das amígdalas, que culmina em tormentos para falar, engolir... Apesar de minúsculos em tamanho, os vírus carregam o título de maiores baderneiros dessa região — patrocinam ao menos 85% das irritações ali.
Se por um lado essa gangue possui a atenuante de geralmente não ser muito agressiva, por outro serve como porta de entrada às bactérias, essas bem mais prejudiciais e, logo, mais dolorosas. "Os vírus consomem as células de defesa. É como se eliminassem o exército que combateria outros agentes nocivos", compara o médico Edson Mitre, da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial, em São Paulo.
Com o intuito de dar fim a esses problemas, cientistas trabalham arduamente no desenvolvimento de medicamentos. Para debelar as bactérias, já criaram antibióticos — para o bem e para mal, já que são usados além da conta. Para os outros arruaceiros em questão... "Temos antivirais e vacinas, porém só para poucos tipos de vírus", lamenta John Oxford, virologista do Royal London Hospital, na Inglaterra, e uma das maiores autoridades no assunto. "Atualmente, o jeito é diminuir o risco de contágio e melhorar o tratamento dos sintomas", completa.
"A dor prolongada pode ser resultado até mesmo de um câncer", comenta o oncologista Luiz Paulo Kowalski, diretor do Departamento de Cabeça e Pescoço do Hospital A.C. Camargo, em São Paulo. "Se ela não melhora ou vem acompanhada de engasgos, dificuldade para engolir e rouquidão, consulte um médico", reitera.
Aliás, até aí o transtorno pode ser desencadeado por um vírus: desta vez, contudo, a gente está falando do HPV. Bastante ligado a problemas nos órgãos genitais, ele, ao adentrar a boca, pode se instalar na garganta e, aos poucos, danificar suas células. Só para citar uma estatística, quem já fez sexo oral com mais de seis parceiros possui um risco 3,4 vezes maior de desenvolver câncer de garganta. "Está aí uma das razões pelas quais mais jovens vêm apresentando com maior frequência esse tipo de tumor", avalia Kowalski.
Ingerir álcool demais, assim como fumar, é outro grande fator de risco ao desenvolvimento do câncer dentro do pescoço. "Bebidas alcoólicas promovem uma hiperacidez no estômago, o que pode causar refluxo, gerando danos na garganta", conta Camila Silveira, psiquiatra e coordenadora do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (Cisa), na capital paulista. "Isso sem contar que o álcool é, por si só, abrasivo", complementa Arthur Guerra, presidente executivo do Cisa. Em outras palavras, se uma queimação sem motivo aparente der as caras, talvez seja bom maneirar nos copos de cerveja ou nas taças de champanhe.
Não é só o câncer que pode ficar camuflado por trás de sintomas dolorosos no pescoço. Nem sempre infecções pelos vírus da gripe e do resfriado estão por trás do sintoma. Elas são, de fato, bastante comuns, principalmente na infância. Também pudera: as partículas perniciosas veem na amígdala uma de suas primeiras moradias dentro do organismo. Mas, não custa repetir, sempre é bom confirmar o diagnóstico com um especialista. "Nódulos inchados no pescoço, muitas vezes confundidos com amigdalite, podem ser traço da mononucleose", revela o otorrinolaringologista Edson Mitre. Essa tremenda chateação, geralmente fruto do vírus Epstein-Barr, causa calafrios, náuseas e dores pelo corpo todo. Pior: demora a nos deixar em paz. Em média, suas consequências repercutem por dez dias.
E não é só isso que uma aparente amigdalite pode acobertar. Em casos mais raros, um inchaço doído significa o surgimento de uma doença hematológica, ou seja, problemas sérios no sangue. "Diferenças grandes de tamanho entre uma amígdala e outra às vezes sinalizam até uma leucemia", alerta Mitre. Nesse caso, é como se os anticorpos alojados na região também adoecessem, contribuindo para uma espécie de inflamação — e, por conseguinte, para a dor.
Tudo isso, contudo, está longe de ser motivo para pânico. Desde que você fique atento aos indícios e, mais do que isso, à duração do incômodo, manter a integridade da garganta e, consequentemente, de todo o resto do organismo não é uma tarefa complicada. Basta ouvir o que o corpo tem a dizer.
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Sedentarismo é uma das principais causas da impotência sexual
Éverton Oliveira - Redação Saúde Plena
Conheça o linfoma
Éverton Oliveira - Redação Saúde Plena
Na quarta-feira (10), o ator Reynaldo Gianecchini anunciou que recebeu o diagnóstico de que tem um linfoma, cuja localização ainda não foi encontrada. Ontem (11), o Hospital Sírio-Libanês, onde ele está internado, em São Paulo, confirmou o diagnóstico, feito por meio de biópsia.
Mas pouca gente sabe o que é um linfoma. Tanto, que uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (Abrale), no ano passado, com 1.455 portadores de linfoma, constatou que aproximadamente 86% nunca tinham ouvido falar do linfoma antes do diagnóstico. O estudo aponta também que 70% destes pacientes demoraram mais de três meses para iniciar o tratamento.
Por isso é importante que as pessoas entendam o que representa esse complexo tipo de câncer. Mas antes de detalhar o que seria um linfoma, é importante esclarecer o que seria o sistema linfático. Esse sistema está presente em todo o corpo para ajudar na defesa do organismo. Um líquido claro chamado linfa leva nutrientes e água às células que combatem ameaças como resíduos e bactérias. Os gânglios linfáticos são os locais desse sistema em que as células de defesa se acumulam em seu combate cotidiano. Do tamanho de um grão de feijão, eles são conectados por vasos linfáticos e se acumulam nas regiões do pescoço, das axilas, do peito, do abdômen e da virilha. Ao longo da vida do indivíduo podem ocorrer mutações no DNA dos linfócitos, levando à sua multiplicação desenfreada. Nesse caso, surge o linfoma, o câncer que se inicia a partir de um linfócito.
Os linfomas são divididos em duas grandes categorias: o linfoma Hodgkin, ou "doença de Hodgkin", que responde por apenas 10% do total de casos. Atinge em sua maioria jovens e pessoas de meia-idade. Os outros 90%, incluindo o caso do ator, são linfomas não Hodgkin.
A incidência do linfoma não-Hodgkin, categoria com mais de 20 tipos de tumores, é mais comum em homens e aumenta progressivamente com a idade.
Em torno de 4 casos/100 mil indivíduos ocorrem em torno dos 20 anos de idade. A taxa de incidência aumenta dez vezes aos 60 anos e mais de 20 vezes após os 75 anos. Os casos da doença duplicaram nos últimos 25 anos. Com essa variedade grande de tumores, há linfomas não-Hodgkin de progressão muito lenta, enquanto outros têm ação muito rápida.
Seu principal sintoma é o inchaço indolor dos linfonodos (conhecido popularmente como íngua) no pescoço, nas axilas ou na virilha. Outros sinais também comuns ao linfoma são febre, suor (geralmente à noite), cansaço, dor abdominal, perda de peso, pele áspera e coceira. o autoexame, por meio do toque, continua importante para aumentarem as chances de cura, já que os nódulos podem ser sentidos com as mãos e, dependendo do estádio da doença, serem vistos a olho nu.
A quimioterapia, a radioterapia ou ambas podem ser usadas no tratamento. Elas matam todas as células em fase de multiplicação no corpo ou na parte atingida, diminuindo, assim, o crescimento do tumor.
Casos de linfoma têm crescido, mas não se conhecem as causas com precisão
O número de novos casos de linfoma não Hodgkin duplicou nos últimos 25 anos, segundo dados do Inca (Instituto Nacional de Câncer). Segundo a literatura médica internacional, o número de casos da doença cresce entre 3% e 4% ao ano. Em 2009, no Brasil, foram registrados 9.100 novos casos.
Os médicos ainda não sabem por que isso vem acontecendo.
Uma das hipóteses levantadas por especialistas credita uma importante causa ao envelhecimento da população. Outra possibilidade discutida entre estudiosos do tema é a forte relação com imunodeficiência. Pacientes que fazem tratamentos contra doenças autoimunes, para receber transplante de órgão ou que tenham Aids estão sujeitos a um risco maior. Causas ambientais também são investigadas, como o uso de pesticidas. Mas nem todas essas causas somadas dariam conta de explicar o fenômeno.
Dicas para cuidar do colchão e manter a saúde da coluna
Quando bem conservado, um colchão pode durar vários anos. É importante cuidar bem dele, afinal de contas, passamos pelo menos 1/3 da vida repousando sobre um colchão. Veja abaixo algumas dicas para manter a qualidade do seu sono e aumentar a duração da vida útil do seu colchão, economizando dinheiro e melhorando a sua saúde:
Cogumelo na alimentação garante menos calorias e mais saúde
Éverton Oliveira - Redação Saúde Plena
Usado na alimentação em várias partes do mundo, o cogumelo vem conquistando cada vez mais espaço na mesa dos brasileiros. Atualmente, seu uso na dieta é alvo de pesquisas, que não se cansam de descobrir novas propriedades medicinais associadas ao alimento. Eles ajudam a emagrecer, previnem doenças cardiovasculares e ainda controlam o colesterol. Altamente nutritivos e com pouca gordura, eles são ricos em vitaminas, proteínas, fósforo, vitaminas do complexo B, ácido fólico, fibras e outros elementos essenciais à saúde.
O cogumelo contém vitaminas do complexo B, essenciais na saúde mental e emocional; proteínas, que ajudam na manutenção dos tecidos; e fósforo, fundamental para os ossos e os dentes. Especialistas apontam que o alimento também é fonte de fibras, que auxiliam no funcionamento do intestino, controlam o colesterol e favorecem o emagrecimento, pois reduzem a absorção de gordura e promovem saciedade.
Por apresentarem altos teores de ácido fólico, os cogumelos previnem doenças cardiovasculares e degenerativas, como mal de Alzheimer, e são importantes no tratamento complementar de câncer, lúpus, hepatite e HPV. E mais: os cogumelos podem ser consumidos por todos, sem exceção.
Espécies mais conhecidas
Existem cerca de 4,5 mil espécies de cogumelos comestíveis no mundo. Entre os mais conhecidos estão:
Shiitake: apresenta coloração escura e píleo (aquele "chapeuzinho") largo.
Funghi: de origem italiana, esse tipo é bastante utilizado em massas, risotos e molhos. O termo significa cogumelo em português e é popularmente conhecido como funghi secchi ou cogumelo seco.
Champignon de Paris: o tipo mais consumido no mundo é também o mais popular no Brasil. Pode ser ingerido fresco ou em conserva. Apresenta coloração branca.
Detalhes importantes para a compra e o consumo
Escolha durante a compra: cheque se o cogumelo está firme e com coloração forte, sem manchas escuras na superfície.
Armazenamento: o cogumelo fresco deve ser guardado na geladeira por até dez dias. Procure consumi-lo em menos tempo. Após aberto, o cogumelo em conserva pode ficar na geladeira até o término do seu prazo de validade.
Preparo: na hora de lavar, esfregue-o levemente com uma toalha de papel umedecida, enxágue e não o deixe de molho em água, pois fica encharcado e sem sabor. Ao cozinhar, corte os talos.

