domingo, 4 de setembro de 2011

Pressão arterial: crie hábitos para mantê-la na média



Escrito por Evelyn Vinocur


Redução ou abandono da ingestão de álcool
O consumo excessivo de álcool eleva a pressão arterial, causa variações nos níveis pressóricos, aumenta a prevalência de hipertensão, é fator de risco para acidente vascular encefálico, além de ser uma das causas de resistência a medicamentos anti-hipertensivos. Para os hipertensos do sexo masculino que fazem uso de bebida alcoólica, é aconselhável que o consumo não ultrapasse 30 ml de etanol/dia, contidos em 60 ml de bebidas destiladas (uísque, vodca, aguardente, etc.), 240 ml de vinho ou 720 ml de cerveja. Em relação às mulheres e indivíduos de baixo peso, a ingestão alcoólica não deve ultrapassar 15 ml de etanol/dia – metade do preconizado para os homens. Aos pacientes que não conseguem se enquadrar nesses limites de consumo, sugere-se o abandono do consumo de bebidas alcoólicas.

Controle do peso
Confira o seu índice de massa corporal. Basta fazer o cálculo do seu peso em quilogramas dividido pelo quadrado da sua altura em metros. O resultado deve estar situado em um índice de massa corporal entre 20 kg/m² e 25 kg/m². E a medida da circunferência abdominal deve ser inferior a 102 cm para homens e 88 cm para mulheres. Para manter o seu peso em uma faixa ideal, você deve seguir uma dieta hipocalórica balanceada, orientada individualmente por um nutricionista, evitando o jejum ou o uso de dietas "milagrosas", que causam mais danos ao organismo que benefícios. Essa dieta deve constituir-se de uma mudança em busca da ingestão de alimentos mais saudáveis que respeitem suas preferências. O aumento de atividade física diária deve estar associado à mudança de hábitos alimentares. Essa prática deve ser orientada e estimulada por profissionais com treinamento específico e com prévia avaliação médica. O uso de anorexígenos – remédios para emagrecer – não é aconselhável pelo risco de complicações cardiovasculares. Esses objetivos devem ser permanentes, evitando-se grandes e indesejáveis flutuações do peso. A perda de peso é muito importante, pois a diminuição de 5% a 10% do peso corporal inicial já é suficiente para reduzir a pressão arterial, além de estar relacionada à queda da insulinemia, à redução da sensibilidade ao sódio e à diminuição da atividade do sistema nervoso simpático. Mas o mais importante é a manutenção do peso alcançado com as mudanças de hábitos citadas acima.

Aumento da ingestão de potássio
É recomendável que a ingestão diária de potássio fique entre 2 e 4g, contidos em uma dieta rica em frutas e vegetais frescos. A ingestão do potássio pode ser aumentada pela escolha de alimentos pobres em sódio e ricos em potássio (feijão, ervilha, vegetais de cor verde-escura, banana, melão, cenoura, beterraba, frutas secas, tomate, batata-inglesa e laranja). Existe a possibilidade de o potássio exercer efeito anti-hipertensivo, ter ação protetora contra danos cardiovasculares e servir como medida auxiliar em pacientes submetidos a terapia com diuréticos – que espoliam o potássio, desde que não existam contraindicações.

Prática regular de exercícios físicos
Praticar exercícios físicos aeróbicos por um período de 30 a 45 minutos por dia, três a cinco vezes por semana, é um bom começo. O exercício físico regular reduz a pressão arterial, além de contribuir para a diminuição do peso corporal e de ter ação coadjuvante no tratamento das dislipidemias, da resistência à insulina, do abandono do tabagismo e do controle do estresse. Contribui, ainda, para a redução do risco de indivíduos normotensos desenvolverem hipertensão. O baixo nível de condicionamento físico está associado a maior risco de óbito por doenças coronarianas e cardiovasculares em homens sadios, independentemente dos fatores de risco convencionais. Exercícios isométricos, como levantamento de peso, não são recomendáveis para indivíduos hipertensos. Pacientes em uso de medicamentos anti-hipertensivos que interferem na frequência cardíaca (como, por exemplo, betabloqueadores) devem ser previamente submetidos a avaliação médica.

Suplemento de cálcio e magnésio
Manter ingestão adequada de cálcio e magnésio. A suplementação dietética ou farmacológica desses cátions ainda não tem embasamento científico suficiente para ser recomendada como medida preventiva. A manutenção de ingestão adequada de cálcio é uma medida recomendável na prevenção da osteoporose.

Combate ao tabagismo
O cigarro eleva agudamente a pressão arterial e favorece o desenvolvimento e as complicações da aterosclerose – doença crônica e degenerativa que leva à obstrução das artérias por depósito de gorduras em seu interior. A interrupção do fumo reduz o risco de acidente vascular encefálico (derrame), de doença isquêmica do coração (infarto), de doença vascular arterial periférica (trombose) e de morte súbita. A exposição ao fumo (tabagismo passivo) também deve ser evitada, pois o tabagismo é a mais importante causa modificável de morte.

Emagrecimento repentino pode ser início de doenças graves



Todo episódio de emagrecimento repentino precisa ser investigado. Afinal, doenças como hipertireoidismo, alguns tipos de câncer, diabetes tipo I, hepatite C, bulimia e anorexia nervosa podem levar à redução de muitos quilos em um tempo relativamente curto. Buscar a boa forma é muito positivo, mas a saúde não deve ser comprometida, pois estas enfermidades são sérias e podem até mesmo levar à morte.

Os especialistas alertam: todo mundo quer um corpo perfeito, mas algumas pessoas desconhecem como fazer para alcançá-lo de maneira saudável. Isso porque a perda de peso também pode ser induzida por meio de dietas restritivas, que acabam comprometendo a saúde. Algumas das consequências que este emagrecimento súbito traz para o corpo são a amenorreia (ausência de menstruação), desbalanceamento hormonal, enfraquecimento de unha e cabelo, alterações do humor e do sono, mudança na cor da pele, queda da imunidade, entre outros. O baixo peso representa um grande perigo para todos, mas entre as mulheres, gênero no qual ele é mais comum, ele pode comprometer seriamente a fertilidade, porque os hormônios sexuais são derivados da gordura, do colesterol.

A idade também acaba influenciando a perda de peso. Autoridades de saúde lembram que, com o avanço dos anos, torna-se mais difícil perder peso espontaneamente, o que faz com que as atenções dobrem em caso de emagrecimento severo. Por outro lado, os distúrbios de autoimagem, como anorexia nervosa e bulimia, tendem a afetar os indivíduos mais jovens. Nestes casos, a perda de peso extrema leva ao risco de morte por falha no funcionamento de alguns órgãos, visto que suas necessidades não são supridas.

Ao perder muito peso em um curto período de tempo, é preciso investigar a causa do emagrecimento. A melhor maneira é procurando um médico para a realização de exames que apontarão a causa do baixo peso. Também é interessante procurar um nutricionista para uma reeducação alimentar visando ao aumento da massa corporal. No caso dos transtornos alimentares, como bulimia e anorexia nervosa, ainda é indicado o acompanhamento terapêutico.

O estresse e a ansiedade também podem afetar a perda de peso, sendo indicadores de que o corpo está seguindo um caminho ruim. Terapias complementares, como acupuntura, florais, fitoterapia, cromoterapia, massagem holística, entre outras, podem minimizar o problema.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

O que arranha a garganta




Vírus e bactérias são vistos como culpados sempre que surge uma dor dentro do pescoço — e a incriminação muitas vezes é justa. Mas há casos em que esses suspeitos são erroneamente acusados, encobrindo ameaças perigosas

por THEO RUPRECHT • design FRED SCORZZO e ANA PAULA MEGDA • fotos OMAR PAIX

Ar seco e variações de temperatura anunciam a fase das estações mais áridas, que começam no outono e se encerram no inverno. Tais condições climáticas, por aumentarem o risco de uma falha das barreiras protetoras do organismo, também criam o contexto ideal para um crime cometido por micro-organismos: a invasão desautorizada da faringe, da laringe ou das amígdalas, que culmina em tormentos para falar, engolir... Apesar de minúsculos em tamanho, os vírus carregam o título de maiores baderneiros dessa região — patrocinam ao menos 85% das irritações ali.

Se por um lado essa gangue possui a atenuante de geralmente não ser muito agressiva, por outro serve como porta de entrada às bactérias, essas bem mais prejudiciais e, logo, mais dolorosas. "Os vírus consomem as células de defesa. É como se eliminassem o exército que combateria outros agentes nocivos", compara o médico Edson Mitre, da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial, em São Paulo.

Com o intuito de dar fim a esses problemas, cientistas trabalham arduamente no desenvolvimento de medicamentos. Para debelar as bactérias, já criaram antibióticos — para o bem e para mal, já que são usados além da conta. Para os outros arruaceiros em questão... "Temos antivirais e vacinas, porém só para poucos tipos de vírus", lamenta John Oxford, virologista do Royal London Hospital, na Inglaterra, e uma das maiores autoridades no assunto. "Atualmente, o jeito é diminuir o risco de contágio e melhorar o tratamento dos sintomas", completa.

Se no ramo da prevenção há poucas novidades — continuam a vigorar leis como lavar as mãos e evitar contato mais direto com doentes —, na área de controle dos sintomas desponta uma nova aliada: a pastilha de flurbiprofeno, recentemente lançada no Brasil. "Essa substância ameniza a dor como poucas e é segura. Tanto que o produto é isento de prescrição", constata Flávio Kakimoto, farmacêutico e diretor de Assuntos Regulatórios e Médicos da Reckitt Benckiser Brasil, laboratório que desenvolveu a pastilha. "É uma ótima coadjuvante, mas, apesar da segurança, vale consultar um médico", aconselha Monica Menon, otorrinolaringologista do Hospital Sírio-Libanês, na capital paulista.

Antes da década de 1940, qualquer desconforto na garganta era sinônimo de preocupação. Afinal, os antibióticos não estavam disponíveis e, com isso, bactérias se multiplicavam sem grande resistência. Uma simples dor podia abrir brecha, por exemplo, para os micróbios por trás da febre reumática, capaz de afetar as juntas e o coração. Se hoje já não existe o temor excessivo, isso não significa que uma dor de garganta mereça pouco-caso — especialmente se durar mais de uma semana.

"A dor prolongada pode ser resultado até mesmo de um câncer", comenta o oncologista Luiz Paulo Kowalski, diretor do Departamento de Cabeça e Pescoço do Hospital A.C. Camargo, em São Paulo. "Se ela não melhora ou vem acompanhada de engasgos, dificuldade para engolir e rouquidão, consulte um médico", reitera.

Aliás, até aí o transtorno pode ser desencadeado por um vírus: desta vez, contudo, a gente está falando do HPV. Bastante ligado a problemas nos órgãos genitais, ele, ao adentrar a boca, pode se instalar na garganta e, aos poucos, danificar suas células. Só para citar uma estatística, quem já fez sexo oral com mais de seis parceiros possui um risco 3,4 vezes maior de desenvolver câncer de garganta. "Está aí uma das razões pelas quais mais jovens vêm apresentando com maior frequência esse tipo de tumor", avalia Kowalski.

Ingerir álcool demais, assim como fumar, é outro grande fator de risco ao desenvolvimento do câncer dentro do pescoço. "Bebidas alcoólicas promovem uma hiperacidez no estômago, o que pode causar refluxo, gerando danos na garganta", conta Camila Silveira, psiquiatra e coordenadora do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (Cisa), na capital paulista. "Isso sem contar que o álcool é, por si só, abrasivo", complementa Arthur Guerra, presidente executivo do Cisa. Em outras palavras, se uma queimação sem motivo aparente der as caras, talvez seja bom maneirar nos copos de cerveja ou nas taças de champanhe.

Não é só o câncer que pode ficar camuflado por trás de sintomas dolorosos no pescoço. Nem sempre infecções pelos vírus da gripe e do resfriado estão por trás do sintoma. Elas são, de fato, bastante comuns, principalmente na infância. Também pudera: as partículas perniciosas veem na amígdala uma de suas primeiras moradias dentro do organismo. Mas, não custa repetir, sempre é bom confirmar o diagnóstico com um especialista. "Nódulos inchados no pescoço, muitas vezes confundidos com amigdalite, podem ser traço da mononucleose", revela o otorrinolaringologista Edson Mitre. Essa tremenda chateação, geralmente fruto do vírus Epstein-Barr, causa calafrios, náuseas e dores pelo corpo todo. Pior: demora a nos deixar em paz. Em média, suas consequências repercutem por dez dias.

E não é só isso que uma aparente amigdalite pode acobertar. Em casos mais raros, um inchaço doído significa o surgimento de uma doença hematológica, ou seja, problemas sérios no sangue. "Diferenças grandes de tamanho entre uma amígdala e outra às vezes sinalizam até uma leucemia", alerta Mitre. Nesse caso, é como se os anticorpos alojados na região também adoecessem, contribuindo para uma espécie de inflamação — e, por conseguinte, para a dor.

Tudo isso, contudo, está longe de ser motivo para pânico. Desde que você fique atento aos indícios e, mais do que isso, à duração do incômodo, manter a integridade da garganta e, consequentemente, de todo o resto do organismo não é uma tarefa complicada. Basta ouvir o que o corpo tem a dizer.

Veja como a pastilha interfere no processo infeccioso

1. A invasão Os famigerados vírus e bactérias entram na garganta pela boca ou pelo nariz. De lá, chegam a diferentes áreas e começam a fazer estragos.

2. A repressão O sistema imunológico responde ao ataque enviando seus policiais, ou melhor, suas células de defesa, para o local afetado. Então começa a briga.

3. A consequência Na confusão, enzimas chamadas ciclo-oxigenases produzem prostaglandina, um mediador químico que faz os nervos enviarem sinais dolorosos ao cérebro.

4. O efeito da nova pastilha O flurbiprofeno, seu princípio ativo, corta a concentração de prostaglandina pela metade por desligar boa parte das ciclo-oxigenases. Aí, os nervos são menos ativados.

Quando tirar as amígdalas

A Academia Americana de Otorrinolaringologia atualizou um guia sobre o assunto. A recomendação é só extrair essas estruturas em crianças em casos de infecções muito graves. "Nessa fase da vida, elas funcionam como importantes escudos", avalia Monica Menon. "Já nos adultos, perdem parte de sua função. Portanto, se houver algum problema crônico, costuma-se optar por removê-las", pondera.

Mitos e verdades sobre a dor de garganta

Ela pode evoluir para conjuntivite
Verdade: Os micro-organismos que atacam a faringe não têm preconceito: eles afetam qualquer mucosa, inclusive a dos olhos. Por isso, quando estiver doente, não ponha as mãos na boca e, depois, perto das pálpebras.

Tomar sorvete causa dor
Mito: No máximo, alimentos e bebidas geladas constringem os vasos, dificultando a chegada de células de defesa. Isso, todavia, não gera irritação por si só.

Beber água ajuda a prevenir e a tratar o desconforto
Verdade: O tal muco é composto de 95% de H20. Na falta de líquido, essa barreira natural se torna espessa e, portanto, menos eficaz. Está aí outro argumento para não ficar com sede.

Gargarejo com água morna, sal e vinagre combate os micro-organismos
Mito: Misturas como essa alteram o pH da garganta. Como é sensível à acidez, ela pode até se irritar com o enxágue, o que só serve para piorar a infecção.

Sair de um ambiente quente para outro frio e seco sem se agasalhar gera mais dor
Verdade: Essa troca resseca o muco protetor. Desidratado, ele não intercepta as partículas nocivas, que passam a agredir o local. Um casaco atenua a mudança brusca de clima.

Dor de garganta não é contagiosa
Mito: Como geralmente decorre de vírus ou bactérias, que transitam de uma pessoa a outra pelo ar ou por um aperto de mãos, ela pode passar, sim.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Sedentarismo é uma das principais causas da impotência sexual




Éverton Oliveira - Redação Saúde Plena

A impotência sexual está muito relacionada à falta de atividade física, assim como a idade, as enfermidades cardiovasculares e a diabetes. O uso de drogas, incluindo o cigarro, o excesso de peso e consumo de bebidas alcoólicas, também interferirem diretamente no desempenho sexual. Todas essas afirmações são confirmadas por pesquisas recentes que atestam categoricamente: além dos fatores psicológicos, a falta de bons hábitos de manutenção da saúde está diretamente ligada à disfunção erétil.

Uma dessas pesquisas, realizada pela Escola de Medicina John Hopkins, nos Estados Unidos, verificou que a maior parte dos homens participantes que foram afetados pela impotência não havia feito atividades físicas intensas no mês anterior ao estudo. A pesquisa levou em consideração dados sobre a saúde e nutrição de uma amostra de 2.126 homens entrevistados.

Conclusão do estudo: quase a metade dos homens sexualmente impotentes é diabética e mais de 90% apresenta ao menos um fator de risco de enfermidades cardiovasculares. Trata-se da diabetes, hipertensão arterial, nível elevado de colesterol e o tabaco, precisaram os autores do estudo publicado na revista American Journal of Medicine, em 2007.

"Os médicos devem estar muito atentos aos problemas de impotência de seus pacientes de idade média, sobretudo, entre os que sofrem de diabetes e de hipertensão", ressalta a doutora Elizabeth Selvin, autora principal da pesquisa.

Outra investigação nesse contexto, realizada pelo Statens Serum Institut, na Dinamarca, ouviu mais de 5.000 indivíduos e evidenciou que 78% dos homens e 91% das mulheres que mantêm um estilo de vida pouco saudável sequer possuem parceiros sexuais.

Entenda os efeitos

Especialistas explicam que no caso dos homens, a disfunção erétil está diretamente relacionada ao envelhecimento, devido ao aparecimento de vários males ligados à função sexual, como hipertensão, diabetes e aumento anormal da taxa de gordura no sangue. O sedentarismo reduz os níveis de testosterona, logo, a libido e o desempenho sexual perdem a força.

Além disso, a falta de bons hábitos pode influenciar na imagem e trazer consequências negativas na autoestima e no poder de conquista ou atratividade, o que dificulta toda forma de relacionamento e a saúde dos indivíduos de maneira geral.

Está mais do que claro, portanto, que o caminho para elevar o desejo sexual é praticar atividades físicas com regularidade, manter uma alimentação equilibrada e fugir do cigarro, álcool e drogas. Além disso, fugir da disfunção erétil, o pesadelo de todo homem, pode representar a oportunidade de salvar uma vida ou de pelo menos torná-la mais prazerosa em todos os aspectos. Solucionar um problema de impotência sexual pode ser uma motivação muito forte para os homens e pode significar o primeiro passo para adotarem uma alimentação e um modo de vida mais saudáveis.

Conheça o linfoma




Éverton Oliveira - Redação Saúde Plena

Na quarta-feira (10), o ator Reynaldo Gianecchini anunciou que recebeu o diagnóstico de que tem um linfoma, cuja localização ainda não foi encontrada. Ontem (11), o Hospital Sírio-Libanês, onde ele está internado, em São Paulo, confirmou o diagnóstico, feito por meio de biópsia.

Mas pouca gente sabe o que é um linfoma. Tanto, que uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (Abrale), no ano passado, com 1.455 portadores de linfoma, constatou que aproximadamente 86% nunca tinham ouvido falar do linfoma antes do diagnóstico. O estudo aponta também que 70% destes pacientes demoraram mais de três meses para iniciar o tratamento.

Por isso é importante que as pessoas entendam o que representa esse complexo tipo de câncer. Mas antes de detalhar o que seria um linfoma, é importante esclarecer o que seria o sistema linfático. Esse sistema está presente em todo o corpo para ajudar na defesa do organismo. Um líquido claro chamado linfa leva nutrientes e água às células que combatem ameaças como resíduos e bactérias. Os gânglios linfáticos são os locais desse sistema em que as células de defesa se acumulam em seu combate cotidiano. Do tamanho de um grão de feijão, eles são conectados por vasos linfáticos e se acumulam nas regiões do pescoço, das axilas, do peito, do abdômen e da virilha. Ao longo da vida do indivíduo podem ocorrer mutações no DNA dos linfócitos, levando à sua multiplicação desenfreada. Nesse caso, surge o linfoma, o câncer que se inicia a partir de um linfócito.

Os linfomas são divididos em duas grandes categorias: o linfoma Hodgkin, ou "doença de Hodgkin", que responde por apenas 10% do total de casos. Atinge em sua maioria jovens e pessoas de meia-idade. Os outros 90%, incluindo o caso do ator, são linfomas não Hodgkin.

A incidência do linfoma não-Hodgkin, categoria com mais de 20 tipos de tumores, é mais comum em homens e aumenta progressivamente com a idade.

Em torno de 4 casos/100 mil indivíduos ocorrem em torno dos 20 anos de idade. A taxa de incidência aumenta dez vezes aos 60 anos e mais de 20 vezes após os 75 anos. Os casos da doença duplicaram nos últimos 25 anos. Com essa variedade grande de tumores, há linfomas não-Hodgkin de progressão muito lenta, enquanto outros têm ação muito rápida.

Seu principal sintoma é o inchaço indolor dos linfonodos (conhecido popularmente como íngua) no pescoço, nas axilas ou na virilha. Outros sinais também comuns ao linfoma são febre, suor (geralmente à noite), cansaço, dor abdominal, perda de peso, pele áspera e coceira. o autoexame, por meio do toque, continua importante para aumentarem as chances de cura, já que os nódulos podem ser sentidos com as mãos e, dependendo do estádio da doença, serem vistos a olho nu.

A quimioterapia, a radioterapia ou ambas podem ser usadas no tratamento. Elas matam todas as células em fase de multiplicação no corpo ou na parte atingida, diminuindo, assim, o crescimento do tumor.

Casos de linfoma têm crescido, mas não se conhecem as causas com precisão

O número de novos casos de linfoma não Hodgkin duplicou nos últimos 25 anos, segundo dados do Inca (Instituto Nacional de Câncer). Segundo a literatura médica internacional, o número de casos da doença cresce entre 3% e 4% ao ano. Em 2009, no Brasil, foram registrados 9.100 novos casos.

Os médicos ainda não sabem por que isso vem acontecendo.

Uma das hipóteses levantadas por especialistas credita uma importante causa ao envelhecimento da população. Outra possibilidade discutida entre estudiosos do tema é a forte relação com imunodeficiência. Pacientes que fazem tratamentos contra doenças autoimunes, para receber transplante de órgão ou que tenham Aids estão sujeitos a um risco maior. Causas ambientais também são investigadas, como o uso de pesticidas. Mas nem todas essas causas somadas dariam conta de explicar o fenômeno.

Dicas para cuidar do colchão e manter a saúde da coluna



Quando bem conservado, um colchão pode durar vários anos. É importante cuidar bem dele, afinal de contas, passamos pelo menos 1/3 da vida repousando sobre um colchão. Veja abaixo algumas dicas para manter a qualidade do seu sono e aumentar a duração da vida útil do seu colchão, economizando dinheiro e melhorando a sua saúde:

Evite a deformação

Durante os primeiros seis meses, um colchão novo deve ser virado de três em três semanas. A partir de então, deve ser virado quatro vezes por ano. Atualmente, muitos colchões têm um lado reservado para o Verão e outro para o Inverno, o que facilita na hora de saber quando deve virá-lo.

Também inverta a posição do colchão girando o lado da cabeceira para o pé da cama regularmente. Isso também evita deformações causadas pelo uso.

Evite sentar-se sempre na mesma ponta do colchão (enquanto calça as meias, por exemplo) para não contribuir para a deformação do mesmo. Não utilize, nem deixe ninguém (principalmente as crianças!) utilizar o colchão como um trampolim. A pressão localizada danificada permanentemente a qualidade do colchão.

Cuidados de limpeza

Proteja o colchão com forro ou capa e evite que a umidade e os líquidos atinjam sua estrutura. No caso de crianças pequenas, invista num protetor antiumidade para o colchão que, para além de ser lavado com frequência, deve ser substituído de dois em dois anos.

Também aconselha-se puxar os lençóis e cobertores para trás todos os dias depois de se levantar, deixando a cama receber um pouco de ar durante cerca de 30 minutos antes de arrumá-la. Os lençóis da cama devem ser mudados todas as semanas.

Aspire o colchão todos os meses, de forma a eliminar as células mortas da pele que costumam atrair ácaros.

Embora a aspiração seja a forma mais adequada de manter um colchão limpo, no caso de surgir alguma mancha, recorra apenas a uma mistura de água fria e sabão neutro para, com movimentos suaves, tentar retirá-la.

Cogumelo na alimentação garante menos calorias e mais saúde



Éverton Oliveira - Redação Saúde Plena

Usado na alimentação em várias partes do mundo, o cogumelo vem conquistando cada vez mais espaço na mesa dos brasileiros. Atualmente, seu uso na dieta é alvo de pesquisas, que não se cansam de descobrir novas propriedades medicinais associadas ao alimento. Eles ajudam a emagrecer, previnem doenças cardiovasculares e ainda controlam o colesterol. Altamente nutritivos e com pouca gordura, eles são ricos em vitaminas, proteínas, fósforo, vitaminas do complexo B, ácido fólico, fibras e outros elementos essenciais à saúde.

O cogumelo contém vitaminas do complexo B, essenciais na saúde mental e emocional; proteínas, que ajudam na manutenção dos tecidos; e fósforo, fundamental para os ossos e os dentes. Especialistas apontam que o alimento também é fonte de fibras, que auxiliam no funcionamento do intestino, controlam o colesterol e favorecem o emagrecimento, pois reduzem a absorção de gordura e promovem saciedade.

Por apresentarem altos teores de ácido fólico, os cogumelos previnem doenças cardiovasculares e degenerativas, como mal de Alzheimer, e são importantes no tratamento complementar de câncer, lúpus, hepatite e HPV. E mais: os cogumelos podem ser consumidos por todos, sem exceção.

Espécies mais conhecidas

Existem cerca de 4,5 mil espécies de cogumelos comestíveis no mundo. Entre os mais conhecidos estão:

Shiitake: apresenta coloração escura e píleo (aquele "chapeuzinho") largo.

Funghi: de origem italiana, esse tipo é bastante utilizado em massas, risotos e molhos. O termo significa cogumelo em português e é popularmente conhecido como funghi secchi ou cogumelo seco.

Champignon de Paris: o tipo mais consumido no mundo é também o mais popular no Brasil. Pode ser ingerido fresco ou em conserva. Apresenta coloração branca.

Detalhes importantes para a compra e o consumo

Escolha durante a compra: cheque se o cogumelo está firme e com coloração forte, sem manchas escuras na superfície.

Armazenamento: o cogumelo fresco deve ser guardado na geladeira por até dez dias. Procure consumi-lo em menos tempo. Após aberto, o cogumelo em conserva pode ficar na geladeira até o término do seu prazo de validade.

Preparo: na hora de lavar, esfregue-o levemente com uma toalha de papel umedecida, enxágue e não o deixe de molho em água, pois fica encharcado e sem sabor. Ao cozinhar, corte os talos.