segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Invista em sucos para fortalecer o sistema imunológico





Para ter uma saúde em dia e não ficar precisando de remédio, muitas vezes esquecemos o poder que os sucos possuem. Além de saborosos, eles carregam uma carga imensa de vitaminas que ajudam a alavancar a saúde. Mas, para beber, todo mundo sempre apela ao bom e velho suco de laranja. Bom mesmo é ter opções de variadas e saudáveis. 

Fortalecer o sistema imunológico é o primeiro passo para evitar gripes e resfriados. Aprenda então a 4 sucos que, assim como o de laranja, são ricos em vitamina C e fortalecem a imunidade.

Na lista abaixo, a laranja não está presente, mas tome 1 copo duas vezes por semana. Afinal, estudos comprovam que o suco desta fruta é bom para o coração, ajuda a regular a pressão sanguínea, além de fornecer grande quantidade de vitamina C, que fortalece o sistema imunológico. Mas prestigie outras opções de suco.



Caju

Ingredientes: 1 caju 1 copo de água de 200 ml

A fruta tem vitamina C de sobra, que é um poderoso antioxidante, combatendo os radicais livres. Pesquisas mostram que a presença de compostos fenólicos ajudam até a prevenir doenças cardíacas. Entre os minerais, ferro e cálcio têm destaque, melhorando a saúde dos ossos.

Limão

Ingredientes: 2 limões 1 copo de água de 200 ml

A bebida é diurética e diminui a retenção hídrica e o inchaço. Para completar, auxilia a digestão e tem vitamina C. Além disso, limão é rico em ácido cítrico, que tem ação adstringente, ou seja, ajuda a dissolver gorduras e toxinas, e deixa o pH do sangue e de outros líquidos menos ácidos, contribuindo para o funcionamento do metabolismo.

Melancia

Ingredientes: 1 fatia grossa 1 copo de água de 200 ml

Estudo da Universidade do Estado da Flórida, nos EUA, sugere que a melancia seja uma arma natural contra a pré-hipertensão, que é um precursor de doenças cardíacas. Também vale a pena porque o suco possui boa quantidade do aminoácido arginina, que é importante na redução da massa de gordura.

Morango kiwi

Ingredientes: 1 xíc. (chá) de morango 1 kiwi médio 1 copo de água de 200 ml gelo adoçante

O morango é rico em vitamina C, que aumenta a resistência contra infecções, e ferro, que previne a anemia. Além disso, é diurético, alcalinizante e contém flavonoides, antioxidantes naturais que protegem as células contra o envelhecimento. O kiwi também conta com vitamina C, cálcio e pectina, uma fibra solúvel que controla a glicose e o colesterol.

7 autoexames para fazer agora!






Alterações na glândula tireoide, colesterol nas alturas e até problemas de fígado podem levar ao aparecimento de sinais característicos em nosso corpo. Observá-lo com cuidado, regularmente, é a chave para barrar a progressão de muitas doenças


1. Pescoço e axilas

- Sintomas críticos: alteração de coloração nas dobras das axilas, acompanhada de escurecimento da parte posterior do pescoço. "O quadro é de dermatose nigricante, fácil de ser reconhecido pelo médico", diz a dermatologista Karin Ventura Ferreira.
- O que eles indicam: segundo a endocrinologista Maria Angela Zaccarelli Marino, professora da Faculdade de Medicina do ABC, quem apresenta esses sinais tem maior propensão a desenvolver diabetes do tipo 2 e poderá ser aconselhado a fazer um acompanhamento das taxas de glicose no sangue. "Não sabemos exatamente qual é o mecanismo que provoca a alteração, mas diversos estudos mostram que o sintoma é característico da resistência do organismo à ação da insulina", diz Maria Angela. Então, nesse caso, a consulta com um endocrinologista está indicada.
- Quando fazer o autoexame: observe a região uma vez por mês, após o banho.

Em grande parte dos casos, nosso corpo dá inúmeros avisos de que está precisando de cuidados, quando algo não vai bem. O problema é que, na correria entre um compromisso e outro, mal conseguimos observá-lo. E pior: quando o fazemos, nosso olhar clínico normalmente está à procura de imperfeições estéticas que nos desagradam e que parecem ter a função de um ímã, puxando a nossa visão sempre naquela direção. Porém, uma vez bem informados sobre alguns sintomas que são visíveis e que indicam anormalidades, pode até ser que comecemos a ver aquela imagem refletida no espelho de maneira diferente. Esse simples hábito ajudará a afastar preocupações que dizem respeito a doenças comuns em nossa época ou poderá servir, ainda, para nos alertar sobre a necessidade de marcar uma consulta de rotina. A boa notícia é que o recurso do autoexame, muito eficiente para proteger a saúde, está realmente ao seu alcance. E, para tirar proveito, você só vai precisar de um bom espelho e de alguns minutinhos livres. Pronto para começar?

2.Unhas

- Sintomas críticos: alterações significativas na coloração das unhas, que podem ficar arroxeadas, esbranquiçadas, amareladas, ou, ainda, o aparecimento de linhas verticais ou horizontais com tons que se diferenciam da base devem ser investigados por um dermatologista. Deformidades que deixam a ponta das unhas voltadas para fora, em contorno convexo, unhas fracas, quebradiças e sem brilho também merecem um exame minucioso.
- O que eles indicam: grande parte desses sintomas deve-se a carências nutricionais. "Unhas quebradiças podem sinalizar anemia. As esbranquiçadas indicam deficiências de vitamina A ou cálcio. Já a presença de pontos avermelhados sugere falta de zinco ou selênio", adverte a nutricionista Tereza Cristina de Senna, da Santa Casa de São Paulo. Manchas arroxeadas podem estar relacionadas a traumas ou micoses.
O melanoma, um tipo de câncer de pele muito agressivo, também pode ser diagnosticado a partir da coloração das unhas. "O aparecimento de uma linha vertical enegrecida, marrom ou até azulada, pode estar ligado ao problema", diz a dermatologista Karin Ferreira, da Universidade Federal de São Paulo. Outros problemas sistêmicos acabam deixando reflexos na região. "Unhas de efeito azulado e planificadas podem sinalizar distúrbios cardíacos ou respiratórios", complementa Karin.
- Quando fazer o autoexame: todos os meses, olhando as unhas sem esmalte ou base, de preferência, sob a luz natural.


3. Olhos

- Sintomas críticos: a região da conjuntiva ocular, aquela que normalmente tem coloração branca, fica amarelada. Outro sinal preocupante é perceber a mucosa conjuntival, a que fica escondida sob a pálpebra inferior, em tom róseo em vez de um vermelho vivo.
- O que eles indicam: olhos amarelados podem estar relacionados a importantes distúrbios hepáticos. "O sinal é bastante comum na presença de hepatites virais. Outras doenças do fígado e das vias biliares também podem estar provocando o sintoma", alerta a gastroenterologista Maria de Lourdes Teixeira, do Hospital Beneficência Portuguesa (SP). Já a palidez nas mucosas pode ter ligação com a deficiência de hemoglobina, quadro que caracteriza a anemia. "Quando notamos também um inchaço nos olhos, podemos suspeitar de algum problema renal. Aí, mandamos o paciente para um nefrologista ou para um clinico geral", complementa o dermatologista Valcinir Bedin.
- Quando fazer o autoexame: todos os dias, ao lavar o rosto, pela manhã. As mucosas podem ser observadas ao menos uma vez por mês.


4. Pálpebras, joelhos e cotovelos

- Sintomas críticos: o aparecimento de grânulos nessas regiões é o suficiente para motivar uma visita ao médico. "Esses grânulos nada mais são do que a deposição de gordura na pele. No autoexame, vemos nódulos de coloração amarelada que podem ser pontos minúsculos ou ter diâmetro superior a 5 cm", explica o cardiologista Marcos Knobel.
- O que eles indicam: os xantelasmas (grânulos nas pálpebras) e os xantomas (grânulos no cotovelo, joelhos e articulações) são depósitos de gorduras e frequentemente estão relacionados a elevados níveis de lipídios no sangue, mais conhecidos como colesterol e triglicérides. "Quando há um elevado nível de gorduras no sangue, elas podem acabar se depositando nesses locais. Os grânulos também podem ser sintomas de diabetes, alguns tipos de câncer e problemas hepáticos, como a cirrose biliar primária", alerta.
- Quando fazer o autoexame: observe as pálpebras, joelhos e cotovelos com muita atenção, pelo menos uma vez por mês.


5. Couro cabeludo

- Sintomas críticos: queda acentuada dos cabelos, fios desbotados, sem vida e quebradiços. "É normal perder até 100 fios por dia, e essa queda só é perceptível no momento em que lavamos ou penteamos os cabelos. Porém, se acordamos e o travesseiro está cheio de cabelos, por exemplo, é provável que esteja ocorrendo uma queda que chamamos patológica", explica o dermatologista e tricologista Valcinir Bedin, presidente da Sociedade Brasileira para Estudos do Cabelo.
- O que eles indicam: a queda e a perda de vitalidade dos cabelos podem ter inúmeras razões. Agressões constantes aos fios, com químicas e tinturas, deficiências de minerais e vitaminas e alterações hormonais são as causas mais comuns. A queda de cabelo, mais especificamente, pode ser um sintoma importante de hipotireoidismo, quando a produção do hormônio tireoidiano é insuficiente. No entanto, o sintoma, isolado, não é suficiente para se fechar o diagnóstico. "De qualquer forma, a consulta médica é imprescindível para se tirar a dúvida, ao suspeitar de uma anormalidade", defende o endocrinologista Marcio Mancini, do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.
- Quando fazer o autoexame: todos os dias, ao pentear os cabelos. Observe também o travesseiro, a cadeira onde permanece sentado e o banco do carro, ao desconfiar de uma queda fora do comum.


 6. Língua

- Sintomas críticos: presença de linhas brancas ou de uma substância branca na superfície ou nas laterais, coloração amarelada, fissuras, vermelhidão, inchaço e dor local podem ser indícios de problemas de saúde mais sérios.
- O que eles indicam: Linhas ou substâncias brancas sobre os lados da língua pode ser indício de acúmulo de fungos, conhecidos popularmente como sapinhos. A língua também pode ficar amarelada se o paciente estiver com icterícia. Inchaço, vermelhidão e fissuras sugerem carências de vitaminas do complexo B ou de ferro.
- Quando fazer o autoexame: todos os dias, ao escovar os dentes. "Sempre que alguma alteração for notada e persistir após a escovação da língua, é interessante passar pela avaliação de um médico", afirma Maria de Lourdes.


 7. Barriga

- Sintomas críticos: o acúmulo de gordura abdominal pode representar problemas ainda que o índice de massa corpórea (IMC) esteja em níveis aceitáveis. Para saber se você corre riscos, use uma fita métrica para tirar a medida da sua cintura e do seu quadril (posicionando-a na área de maior protuberância dos glúteos). Então, divida a medida da circunferência da cintura pela medida da circunferência do quadril (em centímetros). "O ideal é que esse índice seja menor que 0,85 para mulheres e 0,90 para homens", afirma o cardiologista Marcos Knobel, coordenador da Unidade Coronária do Hospital Albert Einstein (SP).
- O que eles indicam: maior propensão a desenvolver problemas cardiovasculares. "Um estudo bastante recente avaliou mais de 10.000 pacientes que apresentaram doença coronariana. A pesquisa provou que pacientes que possuíam aumento das medidas da cintura tiveram uma incidência significativamente maior de problemas de coração, quando comparados com os pacientes que apresentavam medidas mais modestas", diz o especialista. No entanto, o fato de estar com as medidas acima do limite recomendado não significa, por si só, o risco iminente de um ataque cardíaco. "O importante é que, ao notar essa alteração, o médico seja procurado. O profissional vai pedir exames de sangue e de imagem capazes de indicar se outros fatores de risco estão presentes para, então, verificar a necessidade de um controle mais efetivo", afirma Knobel.
- Quando fazer o autoexame: a cada três meses tire a medida da cintura, usando uma fita métrica.



domingo, 4 de setembro de 2011

Veja os alimentos que podem substituir a carne vermelha na dieta




Eliminar ou, pelo menos, reduzir a ingestão de carne vermelha se tornou um desejo comum entre pessoas que buscam uma alimentação mais saudável e preventiva. Rica em colesterol e gorduras saturadas, a carne vem sendo cada vez mais associada a doenças cardiovasculares, diabetes e até câncer.

Porém, como se trata de ótima fonte de ferro e proteínas (fundamentais para o bom funcionamento do organismo), todo cuidado é pouco na hora de substituir esse item do cardápio. 

Antes de tudo, é importante ressaltar que nenhum alimento contém todos os nutrientes, assim como nenhum nutriente está presente em apenas um alimento. Portanto, é importante que as pessoas que pretendem substituir a carne vermelha da dieta, seja de forma parcial ou não, precisa investir em vários substitutos para manter uma nutrição ideal. Seguir uma dieta variada, para que não haja comprometimento das necessidades nutricionais diárias, consumindo alimentos ricos em ferro, proteínas e vitamina B12 é indispensável.

Conheça os principais alimentos que garantem a reposição nutricional em substituição à carne vermelha: 

Soja: principal alternativa à carne, é rica em proteínas e fornece todos os aminoácidos de que precisamos. Sua ingestão também reduz o colesterol, prevenindo doenças cardiovasculares. O mercado fornece um grande leque de produtos, como bife, leite, queijo, iogurte e hambúrguer. Patês, sopas, vitaminas e saladas com tofu são ótimas maneiras de consumir o grão. A proteína texturizada fica deliciosa em molhos e recheios.

Frango e peixe: possuem praticamente os mesmos nutrientes da carne vermelha (ferro, zinco, proteínas e vitamina B12) e quantidades menores de colesterol e gordura saturada. Para uma refeição ainda mais light, retire a pele e opte por prepará-los assados, cozidos ou grelhados.

Ovo: importante fonte de proteínas, vitaminas e minerais, ele ainda fornece ômegas 3 e 6. Estudos recentes derrubaram o mito de que sua ingestão aumenta a taxa de colesterol. Uma omelete preparada com duas claras, uma gema e queijo branco pode ser consumida tanto no almoço quanto no jantar.

Leite e seus derivados: constituem umas das principais fontes de proteínas de origem animal. Para compensar a baixa concentração de ferro (e evitar anemia), recomenda-se o consumo dos tipos fortificados. Embora sejam substitutos razoáveis, não devem ser consumidos com as principais refeições, pois a absorção do mineral pode ser prejudicada. Vitamina ou iogurte de frutas e um sanduíche de pão integral com queijo branco são um bom exemplo de cardápio para o lanche da tarde ou o café da manhã.

Vegetais verde-escuros: fontes privilegiadas de ferro, eles devem fazer parte de todas as refeições diárias. Salsa, couve, agrião, rúcula, brócolis, espinafre e folhas de beterraba também podem incrementar uma sopa quentinha ou entrar no recheio de panquecas e tortas salgadas.

Seu cardápio e a labirintite



Com ajustes na alimentação, é possível driblar as crises típicas desse problema que interfere no equilíbrio e na qualidade de vida de uma porção de gente

por Thaís Manarini fotos Dercílio

De repente parece que os pés perdem o apoio e o mundo gira, deixando o corpo desorientado no espaço. Não raro a tontura é acompanhada de um zumbido chato, surdez, náuseas, vômito, suor frio e palpitações. Para quem tem labirintite, como chamamos os distúrbios que acometem o labirinto, uma estrutura dentro da orelha, esses sintomas são familiares. E não é difícil entender por quê. Afinal, é nesse órgão que estão localizados os responsáveis por reger nossos centros de equilíbrio e audição. Logo, quando seu funcionamento é prejudicado, essas funções entram em pane, resultando nos infortúnios descritos acima. 

A história complica um pouco na hora de apontar suas causas. Afinal, a lista é extensa: de doenças vasculares a disfunções hormonais, mais de 300 encrencas podem afetar o labirinto. "Na maioria das vezes os problemas ali são a campainha de alerta, e não o incêndio", avisa Arnaldo Guilherme, otorrinolaringologista da Universidade Federal de São Paulo. Sendo assim, além de investigar o motivo do fogaréu, faz-se necessário controlá-lo para livrar o órgão de enrascadas. E, para isso, é bom ficar de olho em um fator pouco comentado: a alimentação.

Nesse quesito, um dos principais inimigos do ouvido interno é o açúcar, escondido não só em guloseimas como chocolate, sorvete e bolachas recheadas como também em pães, tortas, bolos e massas feitos com farinha refinada. "Quando o indivíduo tem alterações na maneira de processar os carboidratos, ingerir muito açúcar pode interferir nas estruturas do labirinto, fazendo com que ele mande mensagens erradas ao cérebro", conta o otorrino Ítalo Medeiros, do Hospital das Clínicas de São Paulo.

Para saborear uma sobremesa sem riscos, o jeito é apostar no consumo de frutas como banana, abacaxi, maçã e pera. "Quem quiser um prato mais elaborado pode levá-las ao forno com um pouco de canela", sugere a nutricionista Roseli Rossi, da clínica Equilíbrio Nutricional, na capital paulista. E, no momento de se entregar às massas, o ideal é optar pelas integrais, já que suas fibras promovem uma absorção mais lenta da glicose.

O sal não fica atrás quando se fala nos perturbadores do labirinto, já que está relacionado ao aumento da pressão nos vasos. "Isso dificulta a irrigação e a chegada de nutrientes à parte interna da orelha", explica Guilherme. O primeiro passo para brecar esse engarrafamento é trocar o condimento por temperos naturais, como alecrim, cebolinha, sálvia e salsinha. Depois, é preciso aprender a dizer não aos alimentos ricos no ingrediente, entre os quais estão os salgadinhos, empanados, sopas prontas e lanches de fast food, e dar preferência a opções mais saudáveis, como biscoitos com pouco sal e sanduíches cheios de vegetais.

A lista de itens que merecem atenção no cardápio de quem tem episódios de vertigem não para na dupla sal e açúcar. Segundo Rita de Cássia Guimarães, otoneurologista da Universidade Federal do Paraná, é fundamental evitar o consumo de alimentos que estimulem demais o labirinto, como a cafeína presente no café e nos refrigerantes, especialmente naqueles à base de cola, e a teína encontrada nos chás de plantas e ervas, sem contar o chimarrão.

Abdicar do cafezinho de uma hora para a outra não é tarefa fácil. Com isso, sua versão descafeinada até pode ser uma alternativa, ainda assim apenas nos períodos em que as crises estiverem controladas. Isso porque mesmo ela tem doses menores de cafeína. "Durante o tratamento, é melhor cortar de vez a substância", frisa Medeiros. Nesses momentos, a recomendação é investir em chás de frutas. Já para ocupar o lugar dos refrigerantes, não tem conversa: a água de coco e os sucos naturais são os melhores candidatos.

Na turma dos excitantes labirínticos, é impossível deixar de mencionar as bebidas alcoólicas. "Elas podem causar uma intoxicação aguda e, assim, favorecer o aumento na densidade dos líquidos labirínticos. O resultado disso são vertigens agudas e intensas, vômitos e problemas na coordenação motora e nos reflexos", explica Rita. Portanto, caro leitor que vez ou outra vê tudo rodopiar, na próxima happy hour com o pessoal do escritório, uma ótima pedida para driblar a zonzeira é tomar coquetéis e cerveja sem álcool em vez de um chope ou uma caipirinha — o gosto não é o mesmo, mas pelo menos o copo não fica vazio.

Vale deixar claro que os cuidados para se safar dos surtos de labirintite não ficam restritos à avaliação cautelosa daquilo que vai à mesa. Cultivar outros hábitos saudáveis é igualmente importante no combate às tonturas. Entre eles, os especialistas destacam aquele que é quase um mantra: comer a cada três horas. "O labirinto precisa de um aporte constante de glicose e oxigênio para exercer suas funções. Ficar de jejum, portanto, não é uma boa ideia", comenta a nutricionista Roseli Rossi. Outra indicação clássica que não deve ser ignorada por quem tem o problema é hidratar- se com aproximadamente 2 litros de água por dia. "Ela é essencial para todas as reações biológicas que ocorrem no corpo", diz a nutricionista funcional e personal diet Luciana Harfenist, do Rio de Janeiro.

Para completar, procure ficar longe do tabaco. O vício, como você já deve estar cansado de ouvir, só tende a lesionar o organismo. E para quem sempre vê o mundo girar a história é ainda pior: "Por causa da nicotina e de uma série de outras substâncias, o cigarro mostra-se tóxico para o labirinto", conta a otoneurologista Rita Guimarães. Enfim, zelar por esse órgão não só torna os episódios de vertigem menos frequentes como também garante uma saúde de ferro.

Estrutura delicada

Segundo Rita de Cássia Guimarães, otoneurologista da Universidade Federal do Paraná, o labirinto possui uma irrigação sanguínea peculiar, proveniente de um único ramo arterial. Dessa forma, a nutrição inadequada das células presentes na região podem facilitar o desenvolvimento de doenças labirintíticas.

Se o problema é sintoma

Na maioria das vezes o labirinto só entra em parafuso por causa de doenças já instaladas no organismo. Conheça as principais e não dê bobeira

Hipertensão
O aperto nas artérias dificulta a chegada de sangue e nutrientes à orelha interna. A consequência, em longo prazo, pode ser a labirintite. 

Hipotireoidismo
Quando o ritmo de trabalho da glândula tireoide diminui, o organismo todo sofre com a falta de energia. Inclusive o labirinto.

Colesterol e triglicérides elevados
Eles deixam o sangue mais espesso e, como os vasos próximos ao ouvido são fininhos, a circulação na área fica congestionada.

Diabete
O sobe e desce de açúcar no sangue é capaz de atrapalhar as tarefas desempenhadas pelo labirinto. Aí o sinal de alerta é a tontura.


Problemas de ereção: um problema do casal, não apenas do homem



Por que ocorre problema de ereção ou disfunção erétil (DE)?
A ereção é uma resposta fisiológica do pênis como qualquer outra resposta de qualquer outro órgão. O problema surge quando o próprio órgão é afetado, quando há impedimento da transmissão pelo sistema nervoso ou pela falta de manutenção do gradiente de pressão do sangue no interior dos corpos cavernosos do pênis. Outros componentes que podem trazer problemas para a ereção estão relacionados à deficiência hormonal e a transtornos da afetividade e do humor.

O estresse pode influenciar no desempenho sexual?
Sim, o estresse pode agir contra o bom desempenho sexual. Tanto o estresse agudo como o estresse crônico impedem o bom desempenho sexual.

Influências ou fatores psicológicos podem ser considerados mais prevalentes sobre os problemas de ereção?
Fatores ou influências psicológicas afetam mais a população de homens jovens, entre 25 e 45 anos de idade. Embora tais influências possam coexistir com outros fatores físicos ou orgânicos, decorrentes de doenças como o diabetes, a hipertensão arterial, deficiência hormonal, doença de Peyronie, etc.

Existe tratamento para a disfunção erétil? Há algum remédio para ajudar? Existe cura?
Existe tratamento seguido de cura, como também existe tratamento contínuo, porém sem cura. Depende da causa da disfunção erétil. Quando a causa é decorrente do transtorno da afetividade ou por ansiedade, estresse e depressão, o tratamento é seguido de cura na maioria das vezes. A psicoterapia constitui um excelente recurso para reverter a situação. Porém, quando a causa for orgânica ou física, o tratamento não proporciona a cura, mas é capaz de devolver a capacidade erétil e o retorno à vida sexual plena. Neste sentido, os medicamentos orais, injetáveis e as próteses penianas restabelecem a atividade sexual dos pacientes. As próteses penianas representam o único recurso capaz de restabelecer o pênis para o intercurso sexual definitivamente devido a doenças orgânicas.

Os homens têm algum tipo de preconceito em buscar ajuda ou se tratar?
Sim, os homens sempre resistem muito para procurar ajuda com o urologista. No início do aparecimento da disfunção erétil procuram pela farmácia ou por receitas naturais sem orientação médica. Os meios de comunicação nos últimos tempos têm encorajado os homens a procurar por ajuda médica mais cedo.

É necessário abrir o assunto para a parceira? Em que isso pode ajudar?
Eu costumo dizer que a disfunção erétil é um problema do casal, e não apenas do homem. Por isso, sempre costumo abordar o problema com o casal. Muitas revelações de ordem comportamental surgem durante as entrevistas dos casais que passam por esse problema. Após uma entrevista com a parceira individualmente, ocorrem muitos ganhos na relação do casal que não seriam possíveis se a abordagem fosse restrita apenas ao homem.

Durante o tratamento podem ocorrer relações sexuais?
É natural que durante o tratamento possam ocorrer relações sexuais. Porém nos orientamos para que o nível de exigência seja pela qualidade, e não pela quantidade das relações. Com a quebra desse paradigma típico de uma cultura machista, ocorre uma melhora em todos os aspectos da sexualidade.

Uma vez tratado, o problema pode voltar? E se não tratado, o que pode acontecer?
Como qualquer problema de saúde, é preciso que fique bem claro que o tratamento é um meio, e não um fim. Após o esclarecimento dos problemas são elucidadas as causas para o casal e as propostas de tratamento são oferecidas. O resto deve vir por conta do paciente e do casal. As falhas de tratamento em geral são devidas à intolerância aos medicamentos, ou a transtornos psicológicos ou mesmo de resistência aos tratamentos que merecem a intervenção de psicoterapia. Em casos extremos, a separação ocorre como consequência de casos insolúveis com os recursos disponíveis e nesses casos a origem central do problema é a incompatibilidade afetivo-sexual do casal.


Antônio Barbosa de Oliveira Filho é Doutor em Ciências, junto ao Programa de Pós-Graduação em Urologia pela Universidade Federal de São Paulo, Mestre em Ciências da Saúde pela Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto e atua na área de Medicina, principalmente nos seguintes temas: disfunção erétil, andrologia, câncer de próstata, hiperplasia benígna da próstata e sexualidade.

Pressão arterial: crie hábitos para mantê-la na média



Escrito por Evelyn Vinocur


Redução ou abandono da ingestão de álcool
O consumo excessivo de álcool eleva a pressão arterial, causa variações nos níveis pressóricos, aumenta a prevalência de hipertensão, é fator de risco para acidente vascular encefálico, além de ser uma das causas de resistência a medicamentos anti-hipertensivos. Para os hipertensos do sexo masculino que fazem uso de bebida alcoólica, é aconselhável que o consumo não ultrapasse 30 ml de etanol/dia, contidos em 60 ml de bebidas destiladas (uísque, vodca, aguardente, etc.), 240 ml de vinho ou 720 ml de cerveja. Em relação às mulheres e indivíduos de baixo peso, a ingestão alcoólica não deve ultrapassar 15 ml de etanol/dia – metade do preconizado para os homens. Aos pacientes que não conseguem se enquadrar nesses limites de consumo, sugere-se o abandono do consumo de bebidas alcoólicas.

Controle do peso
Confira o seu índice de massa corporal. Basta fazer o cálculo do seu peso em quilogramas dividido pelo quadrado da sua altura em metros. O resultado deve estar situado em um índice de massa corporal entre 20 kg/m² e 25 kg/m². E a medida da circunferência abdominal deve ser inferior a 102 cm para homens e 88 cm para mulheres. Para manter o seu peso em uma faixa ideal, você deve seguir uma dieta hipocalórica balanceada, orientada individualmente por um nutricionista, evitando o jejum ou o uso de dietas "milagrosas", que causam mais danos ao organismo que benefícios. Essa dieta deve constituir-se de uma mudança em busca da ingestão de alimentos mais saudáveis que respeitem suas preferências. O aumento de atividade física diária deve estar associado à mudança de hábitos alimentares. Essa prática deve ser orientada e estimulada por profissionais com treinamento específico e com prévia avaliação médica. O uso de anorexígenos – remédios para emagrecer – não é aconselhável pelo risco de complicações cardiovasculares. Esses objetivos devem ser permanentes, evitando-se grandes e indesejáveis flutuações do peso. A perda de peso é muito importante, pois a diminuição de 5% a 10% do peso corporal inicial já é suficiente para reduzir a pressão arterial, além de estar relacionada à queda da insulinemia, à redução da sensibilidade ao sódio e à diminuição da atividade do sistema nervoso simpático. Mas o mais importante é a manutenção do peso alcançado com as mudanças de hábitos citadas acima.

Aumento da ingestão de potássio
É recomendável que a ingestão diária de potássio fique entre 2 e 4g, contidos em uma dieta rica em frutas e vegetais frescos. A ingestão do potássio pode ser aumentada pela escolha de alimentos pobres em sódio e ricos em potássio (feijão, ervilha, vegetais de cor verde-escura, banana, melão, cenoura, beterraba, frutas secas, tomate, batata-inglesa e laranja). Existe a possibilidade de o potássio exercer efeito anti-hipertensivo, ter ação protetora contra danos cardiovasculares e servir como medida auxiliar em pacientes submetidos a terapia com diuréticos – que espoliam o potássio, desde que não existam contraindicações.

Prática regular de exercícios físicos
Praticar exercícios físicos aeróbicos por um período de 30 a 45 minutos por dia, três a cinco vezes por semana, é um bom começo. O exercício físico regular reduz a pressão arterial, além de contribuir para a diminuição do peso corporal e de ter ação coadjuvante no tratamento das dislipidemias, da resistência à insulina, do abandono do tabagismo e do controle do estresse. Contribui, ainda, para a redução do risco de indivíduos normotensos desenvolverem hipertensão. O baixo nível de condicionamento físico está associado a maior risco de óbito por doenças coronarianas e cardiovasculares em homens sadios, independentemente dos fatores de risco convencionais. Exercícios isométricos, como levantamento de peso, não são recomendáveis para indivíduos hipertensos. Pacientes em uso de medicamentos anti-hipertensivos que interferem na frequência cardíaca (como, por exemplo, betabloqueadores) devem ser previamente submetidos a avaliação médica.

Suplemento de cálcio e magnésio
Manter ingestão adequada de cálcio e magnésio. A suplementação dietética ou farmacológica desses cátions ainda não tem embasamento científico suficiente para ser recomendada como medida preventiva. A manutenção de ingestão adequada de cálcio é uma medida recomendável na prevenção da osteoporose.

Combate ao tabagismo
O cigarro eleva agudamente a pressão arterial e favorece o desenvolvimento e as complicações da aterosclerose – doença crônica e degenerativa que leva à obstrução das artérias por depósito de gorduras em seu interior. A interrupção do fumo reduz o risco de acidente vascular encefálico (derrame), de doença isquêmica do coração (infarto), de doença vascular arterial periférica (trombose) e de morte súbita. A exposição ao fumo (tabagismo passivo) também deve ser evitada, pois o tabagismo é a mais importante causa modificável de morte.

Emagrecimento repentino pode ser início de doenças graves



Todo episódio de emagrecimento repentino precisa ser investigado. Afinal, doenças como hipertireoidismo, alguns tipos de câncer, diabetes tipo I, hepatite C, bulimia e anorexia nervosa podem levar à redução de muitos quilos em um tempo relativamente curto. Buscar a boa forma é muito positivo, mas a saúde não deve ser comprometida, pois estas enfermidades são sérias e podem até mesmo levar à morte.

Os especialistas alertam: todo mundo quer um corpo perfeito, mas algumas pessoas desconhecem como fazer para alcançá-lo de maneira saudável. Isso porque a perda de peso também pode ser induzida por meio de dietas restritivas, que acabam comprometendo a saúde. Algumas das consequências que este emagrecimento súbito traz para o corpo são a amenorreia (ausência de menstruação), desbalanceamento hormonal, enfraquecimento de unha e cabelo, alterações do humor e do sono, mudança na cor da pele, queda da imunidade, entre outros. O baixo peso representa um grande perigo para todos, mas entre as mulheres, gênero no qual ele é mais comum, ele pode comprometer seriamente a fertilidade, porque os hormônios sexuais são derivados da gordura, do colesterol.

A idade também acaba influenciando a perda de peso. Autoridades de saúde lembram que, com o avanço dos anos, torna-se mais difícil perder peso espontaneamente, o que faz com que as atenções dobrem em caso de emagrecimento severo. Por outro lado, os distúrbios de autoimagem, como anorexia nervosa e bulimia, tendem a afetar os indivíduos mais jovens. Nestes casos, a perda de peso extrema leva ao risco de morte por falha no funcionamento de alguns órgãos, visto que suas necessidades não são supridas.

Ao perder muito peso em um curto período de tempo, é preciso investigar a causa do emagrecimento. A melhor maneira é procurando um médico para a realização de exames que apontarão a causa do baixo peso. Também é interessante procurar um nutricionista para uma reeducação alimentar visando ao aumento da massa corporal. No caso dos transtornos alimentares, como bulimia e anorexia nervosa, ainda é indicado o acompanhamento terapêutico.

O estresse e a ansiedade também podem afetar a perda de peso, sendo indicadores de que o corpo está seguindo um caminho ruim. Terapias complementares, como acupuntura, florais, fitoterapia, cromoterapia, massagem holística, entre outras, podem minimizar o problema.