domingo, 12 de junho de 2011

ALIMENTOS QUE PREVINEM OU AUXILIAM NO TRATAMENTO DE DOENÇAS

Na alimentação existem diversos alimentos que quando consumidos com freqüência podem prevenir e até auxiliar no tratamento de algumas doenças. Como diz o dito popular, "prevenir é melhor do que remediar".

Esses alimentos são chamados de alimentos funcionais.

Segue exemplo de alguns alimentos com propriedades funcionais:

Suco da uva vermelha – prevenção de doenças cardíacas

Aveia – age contra o colesterol, triglicérides alto, diabetes e prisão de ventre

Azeite de oliva – auxilia na prevenção do colesterol alto e problemas cardiovasculares

Alho – auxilia na redução de pressão alta, problemas cardiovasculares, infecções e colesterol alto

Chá verde (Camélia sinensis) – auxilia no tratamento do colesterol

Salsinha (in natura) – rica em vitamina C

Nozes, uva passa, damasco – tratamento de estresse

Castanha do Pará – melhora da concentração, memória, prevenção do mal de Alzeimer e outras doenças degenerativas

Melancia, tomate, molho de tomate (quando aquecido) – antioxidante, prevenção de câncer de mama, útero e de próstata

Abacaxi e mamão – auxiliam contra a má digestão

Brócolis e iogurte – prevenção de câncer em geral e aumento da imunidade em todas as idades

Soja – regulação de hormônio (é importante analisar cada caso), diminuição do câncer, aumento da imunidade, auxilia no tratamento de colesterol, triglicerídeos alto e desnutrição.

É importante salientar que todos os alimentos são "funcionais". Apenas é preciso descobrir a propriedade de cada um deles.

Quanto mais variada for nossa alimentação (colorida), mais vamos garantir a presença desses alimentos funcionais contribuindo para prevenção de doenças futuras ou diminuição das pré-existentes.

Dr. Leonardo Batista

sábado, 4 de junho de 2011

Sem academia, mas com saúde


Descubra como é possível entrar em forma e manter o corpo tonificado mesmo sem ter que obrigatoriamente visitar uma academia todos os dias

Na procura pelo corpo perfeito ou bom condicionamento físico, as academias de ginástica são vistas, na maioria das vezes como única solução para obter tais resultados. O espaço realmente pode estimular a atividade física regular. No entanto, existem muitas outras maneiras de se manter saudável.

Os motivos para dispensar a ida a uma academia são os mais variados. Alguns não conseguem se adaptar à rotina dos exercícios, outros preferem fazer atividades ao ar livre. Alguns simplesmente não gostam do ambiente que a academia proporciona e outros não podem pagar pelo serviço. Seja qual for a razão, não ir a academia não é desculpa para ficar fora de forma.

O mestre em Educação Física e fisiologista do exercício Renato André Sousa da Silva esclarece que existem muitas formas de se exercitar: “Diversas são as opções. Desde correr, pedalar, nadar em águas abertas, até vôlei de areia, desportos coletivos em geral e modalidades radicais como skate, montanhismo, rapel e exercícios funcionais”. O especialista afirma que o mais importante em atividades fora das academias é que tais práticas sejam acompanhadas pelo estabelecimento de metas em tempos específicos, para otimizar os resultados.

A dona de casa Rosa Souza, 47 anos, optou pelo exercício mais comum, a caminhada. “Eu não faço exercício por estética, sou magrinha. Mas a minha médica me indicou e agora eu faço duas vezes por semana”. Ela conta que seu marido, Illarino Rocha, 65 anos, corre todos os dias e ainda tem pique para a musculação – feita em academia pública – para o futebol aos finais de semana. Ela enumera as vantagens que a rotina de exercícios trouxe aos dois. “A gente se sente bem melhor. Fazer alguma atividade é muito bom para a saúde, melhora minha circulação. Meu marido também está dormindo melhor e temos isto de graça”, completa.

Caminhar, correr, pedalar ao ar livre – principalmente nos parques – faz muito bem à saúde e dá um estimulo bem diferente ao organismo que aquele encontrado nos equipamentos estáticos. É o que afirma o fisiologista. No entanto, o profissional chama atenção para a diferença de cargas na prática dentro e fora de uma academia. “Em geral, o controle das cargas de treino é menor em modalidades atléticas outdoor. Ou seja, é mais difícil controlar aspectos como intensidade do exercício, duração, freqüência, velocidade, dentre outros. Assim, os resultados do treinamento poderão ser mais aleatórios”.

Ele ainda afirma que o nível de eficiência dependerá da rotina estabelecida por quem está praticando os exercícios, bem como dos objetivos pretendidos. “È impossível dizer genericamente qual das opções é melhor – se em academias ou fora delas – visto que essas modalidades estressam fisiologicamente o corpo de maneiras bem distintas”, explica. Para Renato, mesmo fora das academias a regularidade no exercício e a ajuda de um profissional para orientação das atividades se fazem necessárias.

O professor aconselha que as pessoas que não freqüentam a academia – por qualquer motivo que seja – mas que desejam se manter saudáveis, devem visitar um profissional adequado. É ele quem poderá apontar qual exercício ou modalidade mais indicado para o tipo físico e de déficit. “Por exemplo: a pessoa adora fazer corrida no parque, que melhora a aptidão cardiorrespiratória, contudo essa pessoa está com déficit de força e a corrida não tem relação com a força. O que fazer? Procurar outra modalidade, como a ginástica. Por sua vez ela pode ser realizada tanto na academia como também ao ar livre. Minha dica é buscar as modalidades que agradam e colher os respectivos benefícios”, enfatiza.

Exercícios em casa

Também é possível realizar atividades dentro de casa, fazendo uma adaptação dos aparelhos. Toalhas, extensores elásticos, caneleiras, garrafas de refrigerante, entre muitos outros, permitem exercícios físicos que ativam os mesmos grupos musculares trabalhados na máquina da academia.

Veja abaixo, alguns exercícios simples que podem ser executados em casa indicados pela coordenadora de academias, Regina Paula Cirino:

Apoio das mãos na cadeira - Apoiar as mãos na parte de trás da cadeira levando o quadril para trás, deixando o troco paralelo ao chão. Pernas e braços devem estar alongados.

Torção -
Cruzar uma perna sobre a outra, apoiar a mão contraria a perna que está por cima, no joelho. Com a torção do tronco levar o outro braço atrás apoiando na cadeira. Alongar bem a coluna.

Flexão -
Cruzar uma perna sobre a outra formando um 4, flexionar o tronco a frente, levando as mãos em direção ao chão.

Zumbido


O que é o zumbido?

Zumbido é um som que a pessoa percebe nos ouvidos ou na cabeça, mas que não corresponde a um som real do ambiente. É um sintoma da via auditiva, e não uma doença. Pode parecer com som de grilo, apito, chuva, motor, panela de pressão, abelha, etc., e uma pessoa pode ter mais de um zumbido ao mesmo tempo.

Quais são as causas?

O zumbido pode ser gerado por alterações de estruturas da própria via auditiva ou por alterações de outros sistemas que interferem no funcionamento do sistema auditivo. O zumbido pode estar relacionado a mais de 200 doenças otológicas ou sistêmicas, e algumas vezes há mais de uma causa para o zumbido de um mesmo paciente.

Por que algumas pessoas têm zumbido nos ouvidos? Isso tem a ver com surdez e labirintite?

O zumbido pode ser gerado por alterações em qualquer ponto da via auditiva, desde a orelha externa até o córtex auditivo. Algumas doenças, como a doença de Meniere, provocam uma alteração no funcionamento do ouvido interno inteiro, que inclui o labirinto. Por isso, ocorrem sintomas auditivos, tais como dificuldade para ouvir e zumbido e sintomas labirínticos, como a tontura.

Como é feito o diagnóstico?

Para saber a causa do zumbido, o otorrinolaringologista faz uma série de perguntas sobre a saúde geral e auditiva do paciente e pode pedir alguns exames de sangue, exames de imagem (da ATM, da cervical, de crânio...) e exames auditivos, como audiometria (para saber como está a audição do paciente) e avaliação otoneurológica (que avalia audição e labirinto). Os exames pedidos dependem das suspeitas do médico. O conjunto das informações ajuda o médico a diagnosticar a(s) causa(s) do zumbido.

Tem cura?

Como é um sintoma, o zumbido vai desaparecer se estiver ligado a uma doença ou alteração que possa ter cura, como é o caso de infecções de ouvido, acúmulo de cerume no ouvido ou erros alimentares, por exemplo.

O zumbido que não tem cura é fácil melhorar?

Atualmente, mesmo doenças que não têm cura podem ser controladas. O controle da doença que levou ao zumbido (como diabetes e hipertensão) geralmente leva a uma diminuição do sintoma.

Como é o processo de habituação?

Habituação é a diminuição da percepção de estímulos sonoros (ou táteis, visuais, etc.) que sejam repetidos e neutros. É por isso que quase nunca percebemos o barulho da geladeira, por exemplo. A idéia da TRT (Tinnitus Retraining Therapy), chamada em português de Terapia de Habituação do Zumbido, é que o paciente incomodado com o zumbido aprenda a tratá-lo como um som neutro e, assim, consiga deixar de percebê-lo.

Como é o tratamento com a TRT?

Em primeiro lugar, é fundamental que o paciente entenda como funciona a audição, o zumbido e a TRT. Essa parte da terapia é chamada de sessão de orientação. Em segundo lugar, mas simultaneamente, o paciente é orientado a nunca ficar no silêncio. Para isso, podem ser usados sons ambientais (ventilador, rádio fora do ar, CDs com sons da natureza...), geradores de som ambientais, geradores de som pessoais (parecem aparelhos auditivos, mas emitem um chiado suave e constante) ou próteses auditivas, dependendo do grau de audição e do grau de incômodo que a pessoa tem com o sintoma. Essa parte da TRT é chamada de terapia sonora. Esse é um processo complexo que exige tempo para que as estruturas do sistema nervoso central se reajustem. Por isso a TRT dura de 18 a 24 meses. É um tratamento que exige paciência, envolvimento do paciente e do terapeuta e disciplina.

Há prevenção?

A maioria dos zumbidos é causada por doenças que podem ser prevenidas através de uma alimentação saudável e equilibrada, pela prática de exercícios físicos moderados e pelo combate ao estresse. A essa lista podemos acrescentar evitar exposição a sons intensos.

Dra. Keila A. Baraldi Knobel é fonoaudióloga mestra e doutora em Ciências pela Universidade de São Paulo (USP).

Pedra na Vesícula


O que é pedra na vesícula?

As pedras na vesícula, que aparecem nos exames de ultrasonografia, são comumente formadas por colesterol, bile, cálcio e proteína. Podem também ter pigmentos negros, por problemas de doença do sangue (por exemplo, em anemia falciforme), ou marrons, por infecções.

Como ela se forma? Quais são as causas?

Formam-se pela diminuição da saída da bile por doenças no fígado ou no intestino, por infecções ou anemias. Os pacientes não têm o esvaziamento normal da vesícula. Alterações na gravidez e o uso de anticoncepcionais também contribuem para sua formação.

Quais são os sintomas?

Podem permanecer durante anos sem sintomas e ser encontrados em exames solicitados para investigação de outras doenças.

Quando há sintomas, podem ocorrer dores abdominais com duração de 1 a 3 horas (tanto em cólica como em aperto), náuseas, vômitos e, em casos graves, coloração amarelada na pele e no olho.

Como é feito o diagnóstico?

O mais comum é o diagnóstico por ultrassonografia.

Há prevenção?

Ter uma dieta saudável, controle do peso e uma rotina de exercícios físicos são benéficos, porém, não há prevenção específica.


Qual o tratamento?

Quando há sintomas, a retirada da vesícula é o tratamento definitivo.


Se não tratada, pode ter complicações?

Se o paciente teve cólica intensa, a chance de ter novo episódio em um ano é superior a 50%. Há situações muito graves, onde ocorre entupimento da saída da bile pela pedra com infecções e pancreatite. Se ocorrerem complicações a cirurgia de emergência pode ser necessária.

Dra. Maria Angela Bellomo Brandão é Médica formada pela UNICAMP e trabalhando no Hospital das Clínicas da UNICAMP no setor de Gastroenterologia e Hepatologia Pediátrica.

Dicas para melhorar a qualidade da mastigação


É fundamental para a saúde, mastigar os alimentos até que estejam completamente triturados e só depois engolir. Pois pedaços grandes de alimentos aumentam o trabalho do estômago resultando em uma digestão inadequada, azia, fermentação e gases.

Além disso, engolir o alimento sem uma devida mastigação é o melhor aliado para ganhar peso, pois ela serve como um medidor para a quantidade de alimentos que devemos ingerir.

Enquanto os alimentos são mastigados, o corpo vai recebendo avisos de que está se preparando quimicamente para a captação dos nutrientes. Depois de algum tempo, o cérebro começa a dar sinais de saciedade. Mas a pressa “engana” esse mecanismo, já que o organismo leva de 15 a 20 minutos para avisar o cérebro de que está saciado.

Veja abaixo algumas dicas, que podem parecer estranhas para quem costuma comer muito depressa, mas que merecem ser testadas. Assim, você irá se alimentar mais devagar e mastigar melhor os alimentos:

· Descanse os talheres ao lado do prato depois de cada garfada. Volte a segurá-los apenas quando o alimento, transformado em pasta, puder ser engolido.

· Tente mastigar pelo menos 30 vezes cada garfada de forma a estimular bem os dentes e gengivas e ter uma boa digestão.

· Coma sempre acompanhado, pois conversando demora-se um pouco mais para comer.

· A cada refeição ou lanche mastigue com calma, saboreando os alimentos até transformar o sólido em pastoso.

· Escolha o horário de suas refeições em que tenha mais tempo e alimente-se com calma. Mastigar bem pode até ajudar a reduzir a ansiedade.

· Saia da mesa satisfeito, mas nunca com o estômago totalmente cheio.

· Comece sua refeição com uma boa salada de grãos e legumes, mastigando devagar e sentido o sabor de cada garfada. Assim, quando você for se servir do prato principal e da sobremesa que são mais calóricas o seu centro da saciedade está começando a ser ativado. O resultado será notado com o tempo. Vale a pena experimentar!

· Antes da salada, você pode comer uma fruta pequena. Essa estratégia aumenta a chance de a refeição demorar os 20 minutos necessários e, ainda, diminui o desejo por doce na sobremesa.

· Coma sempre sentado, com a coluna ereta e descontraído.

· Não coma quando se sentir irritado ou ansioso – respire profundamente antes de começar a refeição, acalme-se, ou vá dar uma volta para arejar.

· Se possível, não atenda ao telefone quando estiver comendo.

· Faça uma caminhada de dez minutos depois das refeições.

· Inclua uma fonte de fibras – pode ser uma colher de sopa de farelo de aveia – na salada do almoço, na sopa do jantar e no iogurte ou na fruta do café da manhã também faz você mastigar mais vezes. Além disso, essas substâncias ajudam a diminuir os níveis de colesterol, aumentam a saciedade e estimulam o bom funcionamento do intestino.


Lembre-se: mastigar bem evita sérios problemas de estômago. E é mais fácil evitar antes que eles aconteçam
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Câimbra


Escrito por Dr. Rogerio Teixeira da Silva

O que pode ser classificado como câimbra?

A câimbra é uma contração involuntária súbita do músculo ou de diversos grupos musculares simultaneamente. Nesses casos a região costuma ficar enrijecida (em virtude da grande contração muscular das fibras, todas quase ao mesmo tempo) e a pessoa sente muita dor, fazendo com que tenha que cuidar imediatamente dessa condição.

Por que esse tipo de dor acontece?

A câimbra ocorre porque as placas motoras (estruturas anatômicas que transmitem o impulso nervoso ao músculo, para que ele se contraia) apresentam um acúmulo de ácido lático, e posteriormente tornam os músculos mais excitáveis, gerando assim a grande contração muscular. Ocorre mais frequentemente nas panturrilhas e na musculatura da coxa, mas, dependendo do desgaste do atleta, pode atingir até mesmo a musculatura do abdômen, podendo, se não tratada, causar problemas graves.

É possível prevenir câimbras?

Normalmente a prevenção das câimbras se dá por meio de uma boa hidratação, incluindo a ingestão de sais minerais e vitaminas antes do exercício. Uma pessoa bem hidratada normalmente não tem câimbras. Outra recomendação é que sempre se façam alongamentos dos músculos das pernas, pois é aí onde as câimbras são mais frequentes.

A alimentação pode influenciar em algo para a melhora e/ou prevenção?

Normalmente alimentações balanceadas e com uma boa quantidade de sódio, magnésio e potássio agem como um protetor para evitar as câimbras. O grande problema é que nem sempre uma boa alimentação resolve, principalmente quando a temperatura externa é muito alta (acima de 32 graus Celsius) e o ambiente é muito úmido (acima de 80% de umidade). Nessas condições, se o esporte é praticado com muito desgaste físico, as câimbras podem aparecer até mesmo em quem é bem treinado e bem nutrido.

Como amenizar a dor no momento da câimbra?

O melhor na hora é colocar gelo e iniciar uma hidratação. Normalmente atletas com câimbras estão com a sua temperatura central alta, e isso deve ser abaixado através do resfriamento. Devemos retirar a pessoa do sol, ventilar o ambiente e aplicar o gelo na musculatura afetada, alongando o músculo no momento.

Há alguma relação da aterosclerose e câimbra em pessoas com mais de 60 anos?

Pessoas com aterosclerose têm maior tendência a problemas de constrição vascular em virtude das placas que podem se formar nos vasos sanguíneos. Isso pode ser um fator de alteração da circulação local no músculo, principalmente nas pernas, e pode propiciar câimbras com maior frequência.

Dr. Rogerio Teixeira da Silva – CRM/SP 73163 – é Doutor e Mestre em Ortopedia e Medicina Esportiva pela UNIFESP Coordenador do NEO - Núcleo de Estudos em Esportes e Ortopedia Presidente do Comitê de Traumatologia Desportiva da SBOT Biênio